Sangramento Uterino Anormal

                                  
É uma das queixas mais comuns em ginecologia, atingindo desde adolescentes até mulheres após a menopausa.


AS CAUSAS PODEM ESTAR RELACIONADAS A VÁRIOS FATORES COMO: 
Gestação:
Patologias ginecológicas orgânicas, tais como lesões da vagina e do colo uterino, câncer de colo uterino, câncer de endométrio, hiperplasia do endométrio, pólipo endometrial, miomatose uterina e tumores ovarianos produtores de hormônios
Causas clínicas como hiperprolactimemia, hipo ou hipertireoidismo, insuficiência renal e hepática, uso de medicação anticoagulante e tumores de supra-renal produtores de hormônios
Sangramento uterino disfuncional, causado por alterações da fisiologia dos hormônios sexuais sobre o endométrio, na ausência de patologias ginecológicas ou clínicas.
O DIAGNÓSTICO DEVE INCLUIR : 
História
Exame físico com exame especular e colposcópico.
Métodos complementares de diagnóstico como ecografia pélvica, biópsia de endométrio e histeroscopia, que é o método ideal para o diagnóstico de patologia endometrial.
O TRATAMENTO SERÁ DE ACORDO COM A CAUSA DETERMINADA, SEMPRE LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO A IDADE DA PACIENTE E PODE INCLUIR: 
 
Medicação hormonal,
Anticoncepcionais orais,
Medicação anti-inflamatória,
DIU medicado com progesterona,
Histeroscopia cirúrgica,
Histerectomia.


Câncer de Endométrio

                                             

O QUE É?

O câncer de endométrio é o câncer de corpo uterino mais freqüente, de incidência crescente nas últimas duas décadas. Ocupa o 4º lugar das neoplasias malignas da população feminina sendo o 2º tumor pélvico mais freqüente entre as brasileiras.


COMO PODE SER FEITA A PREVENÇÃO?
A prevenção primária desse tipo de tumor inclui: 
 
o combate à obesidade,
o tratamento de ciclos anovulatórios e
terapia de reposição hormonal adequada no climatério.
A prevenção secundária consiste na: 
 
avaliação periódica de pacientes assintomáticas de alto risco,
ultra-sonografia transvaginal na menopausa e
detecção de lesões precursoras nas mulheres com sangramento uterino anormal.


São considerados fatores de risco para o câncer de endométrio: 
 
a menopausa tardia (acima de 52 anos),
a obesidade,
a anovulação crônica,
o uso de reposição hormonal com estrógenos sem a oposição de progestágenos,
a raça branca,
um elevado nível sócio-econômico,
uma dieta rica em gordura,
o uso de tamoxifen,
diabete,
história familiar ou pessoal de câncer de endométrio, mama, ovário ou cólon.
O rastreamento deve ser realizado naquelas pacientes assintomáticas que apresentam fatores de risco através de ecografia transvaginal.
O sintoma clássico desse tipo de tumor é o sangramento uterino anormal, principalmente após a menopausa.


COMO SE REALIZA A INVESTIGAÇÃO?
A ecografia transvaginal pode demonstrar o endométrio espessado levando a uma biópsia do mesmo. Todos os métodos que permitam retirar uma amostra do endométrio geralmente selam o diagnóstico de câncer de endométrio.
Esses exames são: 
 
a biópsia endometrial (realizada em consultório),
a curetagem uterina com dilatação do colo uterino (realizada com anestesia) e
a histeroscopia com biópsia dirigida (pode ser realizada com ou sem anestesia, dependendo de cada caso).
É importante lembrar que pacientes com SANGRAMENTO APÓS A MENOPAUSA devem ter na maioria das vezes seu endométrio examinado.


COMO SE FAZ O TRATAMENTO?
O tratamento das pacientes com câncer de endométrio é cirúrgico e inclui a retirada do útero e ovários, sendo que, em alguns casos, é realizada a linfadenectomia pélvica. As pacientes com contra-indicação cirúrgica serão tratadas com radioterapia. Nos casos mais avançados a quimioterapia e a progestogenioterapia têm sido empregadas. 

Câncer do Colo do Utero

O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a, aproximadamente, 24% de todos os cânceres.
DEFINIÇÃO DE CÂNCER DE COLO UTERINO
É o câncer que se forma no colo do útero. Nessa parte, há células que podem se modificar produzindo um câncer. Em geral, é um câncer de crescimento lento, e pode não ter sintomas.
O QUE É O COLO DO ÚTERO?
O colo é a parte inferior do útero que o conecta à vagina. O colo produz muco que durante uma relação sexual ajuda o esperma a mover-se da vagina para o útero. Na menstruação o sangue flui do útero através do colo até a vagina, de onde sai do corpo. No período de gravidez o colo fica completamente fechado. Durante o parto o colo se abre e o bebê passa através dele até a vagina. 


O QUE SE SENTE QUANDO SE TEM O CÂNCER DE COLO DO ÚTERO?
O quadro clínico de pacientes portadoras de câncer de colo do útero pode variar desde ausência de sintomas (tumor detectado no exame ginecológico periódico) até quadros de sangramento vaginal após a relação sexual, sangramento vaginal intermitente (sangra de vez em quando), secreção vaginal de odor fétido e dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados da doença.
COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO?
O diagnóstico é, predominantemente, clínico. A coleta periódica do exame citopatológico do colo do útero (também chamado de exame pré-câncer ou Papanicolau) possibilita o diagnóstico precoce, tanto das formas pré-invasoras (NIC), como do câncer propriamente dito. No exame ginecológico rotineiro, além da coleta do citopatológico, é realizado o Teste de Schiller (coloca-se no colo do útero uma solução iodada) para detectar áreas não coradas, suspeitas. A colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais) auxilia na avaliação de lesões suspeitas ao exame rotineiro, e permite a realização de biópsia dirigida (coleta de pequena porção de colo do útero), fundamental para o diagnóstico de câncer.
Nas pacientes com diagnóstico firmado de câncer de colo do útero, é necessária a realização de exames complementares que ajudam a avaliar se a doença está restrita ou não ao colo do útero: cistoscopia, retossigmoidoscopia, urografia excretora e, em alguns casos, a ecografia transretal.
Os tipos de câncer de colo do útero podem ser: tipo epidermóide, o mais comum, e também pode ser do tipo adenocarcinoma, o qual é bem menos freqüente. O primeiro pode ser diagnosticado na sua forma pré-invasora: NIC (neoplasia intraepitelial cervical), geralmente assintomático, mas facilmente detectável ao exame ginecológico periódico.
COMO SE TRATA O CÂNCER DE COLO DE ÚTERO?
O tratamento das pacientes portadoras desse câncer baseia-se na cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tratamento a ser realizado depende das condições clínicas da paciente, do tipo de tumor e de sua extensão. Quando o tumor é inicial, os resultados da cirurgia radical e da radioterapia são equivalentes.
O tratamento cirúrgico consiste na retirada do útero, porção superior da vagina e linfonodos pélvicos. Os ovários podem ser preservados nas pacientes jovens, dependendo do estadiamento do tumor; quanto mais avançado, mais extensa é a cirurgia.
O tratamento radioterápico pode ser efetuado como tratamento exclusivo, pode ser feito associado à cirurgia (precedendo-a),ou quando a cirurgia é contra-indicada.
DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER DE COLO DE ÚTERO
Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de se procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual o grupo de pessoas que corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.
A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer, e dizer com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida. Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de colo do útero?
O exame de Papanicolau ou “preventivo de câncer de colo do útero” é o teste mais comum e mais aceito para ser utilizado para detecção precoce do câncer de colo do útero.
O QUE É PAPANICOLAU?
Papanicolau é um teste que examina as células coletadas do colo do útero. O objetivo do exame é detectar células cancerosas ou anormais. O Exame pode também identificar condições não cancerosas como infecção ou inflamação. O nome do teste refere-se ao nome do seu criador, o médico greco-americano George Papanicolaou
COM QUE FREQÜÊNCIA DEVE SER FEITO O PAPANICOLAU?
Toda mulher deve fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero (Papanicolau) a partir da primeira relação sexual ou após os 18 anos. Este exame deve ser feito anualmente ou, com menor freqüência, a critério do médico.
Mulheres mais velhas normalmente deixam de fazer esse exame porque deixam de se consultar, ou mesmo por orientação do médico. A partir dos 65 anos, as mulheres que tiveram exames normais nos últimos 10 anos devem conversar com seu médico sobre a possibilidade de parar de realizar o exame regularmente.
Mulheres que realizaram histerectomia (cirurgia para retirada do útero) com a retirada do colo além do útero, não necessitam fazer o exame, a menos que a cirurgia tenha sido feita para o tratamento de câncer ou de lesão pré-maligna.
COMO O MÉDICO FAZ O EXAME DE PAPANICOLAU?
Este teste é feito por um médico ou um técnico treinado para isso, num consultório ou ambulatório. Durante um exame vaginal, antes do exame de toque, um aparelho chamado espéculo vaginal é introduzido na vagina para que o colo do útero seja facilmente visualizado. Com uma espátula e/ou uma escova especial, o médico coleta algumas células do colo do útero e da vagina e as coloca numa lâmina de vidro. Essa lâmina com as células é examinada em um microscópio para que sejam identificadas anormalidades que sugiram que um câncer possa se desenvolver (lesões precursoras) ou que já esteja presente.
O EXAME DE PAPANICOLAU NECESSITA DE ALGUMA PREPARAÇÃO PRÉVIA?
A mulher deve fazer este exame quando não estiver menstruando. O melhor período é entre o 10º e 20º dia após o primeiro dia do seu último período menstrual. A mulher deve avisar seu médico em que momento do ciclo está.
Por dois dias antes do exame a mulher deve evitar piscina e banheiras, duchas vaginais, tampões, desodorantes ou medicamentos vaginais, espermicidas e cremes vaginais (a menos que seu médico recomende explicitamente). Estes produtos e situações podem retirar ou esconder células anormais.
A mulher deve também evitar relações sexuais por dois dias antes do exame.
Após o exame, a mulher pode voltar a suas atividade normais imediatamente.
RESULTADOS DO EXAME PREVENTIVO (PAPANICOLAU)
Negativo para câncer (células malignas): se é o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novo exame preventivo em um ano. Se tiver um resultado negativo no ano anterior, o exame deverá ser repetido em 3 anos.
Alteração tipo NIC I: repetir o exame em 6 meses;
Alterações tipo NIC II e NIC III: o médico deverá decidir a melhor conduta. Novos exames, como a colposcopia,
deverão ser realizadas;
Infecção pelo HPV: o exame deverá ser repetido em 6 meses;
ASCUS e ASGUS (alteração atípica com significado incerto): o médico deve indicar a conduta a seguir conforme cada caso. Pode ser a repetição do exame em 12 meses ou tratamento de infecção ou fazer uma colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais).
Amostra insatisfatória: a quantidade de material não foi suficiente para fazer o exame. O exame deve ser repetido logo que for possível.
Independente desses resultados, você pode ter alguma outra infecção que será tratada. Siga o tratamento corretamente. Muitas vezes, é necessário que o seu parceiro também receba tratamento.
O CÂNCER DE COLO DO ÚTERO PODE SER PREVENIDO?
Sim, prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.
Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.
Nem todos os cânceres têm estes fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.
O câncer de colo do útero, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis. Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.
Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores aos quais, se a pessoa estiver exposta, a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer diminui.
Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, expondo-se mais a eles.
A prevenção do câncer de colo do útero passa por cuidados e informações sobre o uso de preservativos, a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e a orientação sexual, desestimulando a promiscuidade. Em nível secundário de prevenção, está o exame ginecológico periódico.
Os fatores de risco e proteção mais conhecidos para o câncer de colo do útero e que podem ser modificados são:
Exame de Papanicolau ou preventivo de câncer
Fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero é a forma mais eficaz de diminuir a chance de ter esse tipo de câncer.
As mulheres mais velhas, que normalmente deixam de fazer esse exame, muitas vezes por orientação do seu próprio médico, ou porque deixam de se consultar com um ginecologista, têm risco de desenvolver esse tumor, já que não o diagnosticam na sua fase inicial.
INFECÇÃO PELO VÍRUS PAPILOMA HUMANO (HPV)
O Vírus Papiloma Humano (HPV) é um vírus extremamente comum, do qual existem mais de 80 sub-tipos. Alguns deles são transmitidos sexualmente (por contato sexual com parceiro portador desse vírus). Desses, alguns estão associados ao câncer de colo do útero. Mais freqüentemente, os sub-tipos 16 e 18 estão associados a esse tipo de tumor.
Não existe tratamento para esse tipo de vírus e ele desaparece sozinho, sem tratamento, na grande maioria das vezes. Porém, a maioria dos cânceres de colo do útero têm a presença desse vírus.
Ou seja, as mulheres portadoras desse vírus devem fazer exames mais freqüentes com o seu ginecologista ou profissional de saúde capacitado para detectar alterações sugestivas de lesões malignas ou pré-malignas tão cedo quanto possível, o que aumenta muito a chance de se fazer um procedimento que a deixem complemente curadas.
FUMO
Fumar aumenta o risco de desenvolver esse tipo de câncer.
Parar de fumar ou evitar fumo passivo (inalar fumaça de fumantes próximos) é uma forma de prevenir esse tipo de tumor.
HISTÓRIA DA VIDA SEXUAL
Mulheres que tiveram a sua primeira relação sexual muito cedo, antes dos 16 anos, ou que têm ou tiveram muitos parceiros, têm maior risco de ter esse tipo de câncer. Possivelmente, isso é o reflexo de maior exposição a doenças sexualmente transmissíveis , como o HPV, que estão associados a esse tipo de tumor.
Outras doenças sexualmente transmissíveis também estão associadas a esse tumor, como o herpes simples e o HIV.
Por isso, a prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, com o uso de métodos de barreira (camisinha ou condom) e uso de espermicida, diminui a chance de desenvolver esse tipo de tumor.
DIETA
Vários estudos têm associado uma diminuição no risco de desenvolver câncer de colo do útero em mulheres que ingerem micronutrientes nas suas quantidades adequadas.
Os micronutrientes mais freqüentemente descritos como benéficos, nestes estudos, são os carotenóides, a vitamina C e E.
Provavelmente, estes estudos estão demonstrando de forma indireta que uma dieta variada, balanceada e rica em vegetais é benéfica e diminui as chances da mulher de desenvolver esse tipo de tumor.
Os principais fatores de risco para o câncer de colo do útero são: 
baixo nível sócio-econômico
precocidade na primeira relação sexual
promiscuidade (múltiplos parceiros)
parceiro sexual de risco
multiparidade (vários partos)
primeira gestação precoce
tabagismo
radiação prévia
infecção por papilomavírus
herpes vírus

Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Tive verruga na vagina; isso aumenta o meu risco de ter câncer de colo do útero?
Meu parceiro teve verruga no pênis. O que devo fazer para me prevenir? 

10 coisas que você precisa saber exames ginecológicos

1. Quem precisa ir?A partir da primeira menstruação, recomenda-se que a menina vá ao ginecologista, mesmo que só para tirar dúvidas. Se for virgem, o médico pode pedir apenas exame de mama e ultrassonografia pélvica (a mesma que as grávidas fazem para ver o bebê).

2. O que é Papanicolau?É o exame de prevenção do câncer de colo de útero. Tem este nome em homenagem ao seu criador, Geórgios Papanicolau. O médico colhe amostra do colo do útero (com espátula) e o material é colocado em uma lâmina enviada ao laboratório para análise. A partir do resultado, o médico sabe se a paciente tem alguma inflamação ou risco de câncer. O exame não dói e deve ser feito anualmente, a partir da primeira relação sexual.
3. E colposcopia e vaginoscopia?São exames realizados com um tipo de lente de aumento e luz apropriada, que permitem enxergar internamente. Na colposcopia dá para ver o colo do útero e na vaginoscopia, as paredes internas da vagina. Geralmente são utilizados quando se encontra alguma alteração no papanicolau.
4. O que é a cauterização?É um tipo de tratamento utilizado para a cervicite (inflamação do colo do útero) ou ‘feridinha no útero”. Isso acontece quando o útero fica mais suscetível a sangramentos durante a relação sexual e a infecções. Quando ocorre inflamação, surge corrimento espesso, pegajoso e amarelado. O ginecologista utiliza produtos químicos ou agentes físicos (calor ou gelo) para ‘queimar” a lesão. O tratamento é realizado no consultório e pode provocar cólica.
5. Para que servem ultrassom vaginal e de mamas?O vaginal é indicado quando há queixa de cólica intensa ou irregularidade menstrual. Por meio desse exame, o médico analisa a região pélvica, útero, trompas e ovários. O de mamas, quando há algum nódulo ou outra anormalidade.
6. E mamografia?É o exame mais indicado para detectar câncer de mama. Recomenda-se a partir de 40 anos. Na adolescência, como as mamas são mais densas, o ultrassom é melhor.
7. E exames de DST?Podem ser solicitados logo na primeira consulta e detectam hepatite B, sífilis, HIV. Outros exames podem ser pedidos conforme os sintomas apresentados ou diante de alterações do papanicolau.
8. O ginecologista vai contar que não sou virgem?Os médicos são proibidos de revelar o que acontece no consultório. Para se sentir à vontade, peça para ir a um ginecologista diferente do da sua mãe.
9. Precisam fazer que tipo de exame?Os meninos, assim como as meninas, também têm de passar por avaliação médica na pré-adolescência. No caso, a consulta pode ser feita com hebiatra ou urologista e consiste no exame clínico geral, dos genitais e avaliação do desenvolvimento puberal.
10. De quanto em quanto tempo precisa ir ao urologista?Não há regra pré-estabelecida para adolescentes, mas recomendando-se uma avaliação periódica de seis em seis meses, na fase de estirão (quando o crescimento é mais rápido) ou se apresentar alguma alteração.
Pediatra, hebiatra, gineco e uro
Quando a gente é criança, o pediatra é o médico ideal para acompanhar o crescimento. Já na pré-adolescência surgem muitas dúvidas sobre o corpo e o hebiatra é quem podem esclarecê-las. No momento em que as meninas ficam menstruadas, já é bacana ir a um ginecologista, que vai fazer exames nas mamas e esclarecer algumas dúvidas sobre menstruação. Os meninos também já podem ir a um urologista para examinar os órgãos sexuais.
Obrigatoriamente, meninos e meninas devem procurar o urologista e o ginecologista, respectivamente, quando há a intenção de iniciar a vida sexual. Isso é importante para receber orientações sobre métodos de proteção, como camisinha e anticoncepcional, e doenças sexualmente transmissíveis (DST). Há, inclusive, vacina contra o HPV (vírus que pode resultar em câncer de colo de útero), disponível para meninas a partir de 9 anos. Ainda não há vacina para meninos no Brasil. As meninas que já tiveram a primeira relação sexual devem realizar os chamados exames ginecológicos.

Colposcopia

                                 Colposcopia é um exame que permite visualizar a vagina e o colo do útero através de um aparelho chamado COLPOSCÓPIO.
Este aparelho permite o aumento de 10 a 40 vezes do tamanho normal.
O exame é realizado no próprio consultório médico com a paciente na mesa de exame. Após colocar o espéculo vaginal o médico examina o colo do útero com o colposcópio.
Espéculo Vaginal
As imagens obtidas são de grande aumento permitindo verificar pequenas alterações impossíveis de serem vistas à olho nú.
Imagens de Colposcopia



Colo Normal
Durante a colposcopia são usados produtos químicos e corantes para realce de áreas a serem examinadas.
A colposcopia não dói.

Este exame é geralmente recomendado para mulheres que tem um resultado anormal do exame de Papanicolau ou para aquelas que durante o exame ginecológico foi notada alguma alteração.
A colposcopia também é indicada quando é necessária uma biópsia do colo do útero ou quando há uma suspeita de Papiloma Virus. ( HPV ).

Papanicolaou

                                    
O exame ginecológico é um dos mais importantes exames para a saúde da mulher. É normal que existam medos e ansiedades para a sua realização. O objetivo deste artigo é responder a maioria das perguntas para que as mulheres possam entender COMO e PORQUE é realizado este exame.

O exame é simples, e tem reduzido as mortes por câncer de colo de útero em 70 %, desde sua criação pelo Dr. George Papanicolaou em 1940. O sucesso do teste é porque ele pode detectar doenças que ocorrem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer. O exame não é somente uma maneira de diagnosticar a doença mas serve principalmente para determinar o risco de uma mulher vir a desenvolver o câncer.

Todas as mulheres com ou sem atividade sexual devem fazer o exame anualmente.
O teste de Papanicolaou (Pap) detecta câncer cervical no início. Ele é baseado na pronta esfoliação de células malignas da cérvix e apresenta maturidade celular, atividade metabólica e variações morfo-lógicas.

Achados anormais:Usualmente, as células malignas apresentam núcleos relativamente grandes e somente pequenas quan-tidades de citoplasma. Elas apresentam padrões de cromatina nuclear anormais e acentuada variação em tamanho, forma e propriedades de coloração e podem apresentar nucléolos proeminentes. Para confirmar um relatório citológico sugestivo ou positivo, o teste pode ser repetido ou acompanhado por uma biópsia.


Objetivos
• Detectar células malignas;

• Detectar alterações teciduais inflamatórias;
• Avaliar resposta à quimioterapia e radioterapia;

• Detectar invasão viral, fúngica e, ocasionalmente, parasítica;

• Avaliar a atividade estrogênica.
Preparação do paciente:
• Abstinência sexual de 48 horas;

Valores de referência:
Método:
Esfregaços corados pela técnica de Schorr para a avaliação hormonal e técnica de Papanicolaou para pesquisa de células neoplásicas.
Classificação Papanicolau:Classe I: Esfregaço normal;
Classe II: Esfregaço inflamatório;
Classe III: Lesões displásicas ou pré-neoplásicas;
Classe IV: Provavelmente maligno (geralmente carci-noma in situ);Classe V: Esfregaço com padrão de neoplasia maligna.

Exames correlatos:Estradiol, progesterona, hormônio folículo estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH).

Valores de referencia dos Hormônios

                                                        TABELAS ÚTEIS – HORMÔNIOS
HORMÔNIOS
EXAME MATERIAL MÉTODO VALOR DE REFERÊNCIA UNIDADE
17-Cetoesteróides Urina Colorimétrico de Wilson <= 1 ano: <=1 mg/24h
De 1 a 2 anos: <= 2
De 3 a 9 anos: <= 3
De 10 a 16 anos: 2.5 a 10
Mulheres > 16 anos: 6 a 15
Homens: > 16 anos: 9 a 22
17-Hidroxicorticosteróides Urina Colorimétrico de Ziben <= 1 ano: <= 1 mg/24h
1 a 5 anos: <= 5
Mulheres >= 6 a 69 anos: 5 a 15
Homens >= 6 a 69 anos: 8 a 15
>= 70 anos: 3 a 12
17-Hidroxipropesterona Soro RIA Pré-púberes: <= 0.6 ng/ml
Homens: 0.4 a 3.3
Mulheres não grávidas: 0.1 a 4.6
Em uso de contraceptivos: 0.1 a 1.2
Menopausa: 0.1 a 0.6
ACTH Soro RIA <= 37 pg/ml
Ácido Vanil-Mandélico (VMA) Urina HPLC 0.8 a 7.0 mg/24h
1 a 10 anos: 0.5 a 2.5
1 a 6 meses: 0.1 a 1.0
6 a 12 meses: 0.2 a 1.5
Aldosterona Soro RIA Deitado: 1 a 16 mg/dl
Em pé: 4 a 31
Veia Adrenal: 200 a 800
Aldosterona Urina RIA Dieta normossódica: 4.0 a 20.0 mcg/24h
AMP Cíclico Urina RIA Homem: 1.5 a 4.5 mmol/mg
Mulheres: 2.0 a 5.0
Androstenediona Soro RIA Homens: 0.3 a 4.1 ng/ml
Mulheres: 0.1 a 4.08
Beta HCG Soro Quimioluminescência Gestantes: mUl/ml
0 a 2 semanas: 50 a 500
2 a 3 semanas: 100 a 5.000
3 a 4 semanas: 500 a 10.000
4 a 5 semanas: 1.000 a 50.000
5 a 6 semanas: 10.000 a 100.000
6 a 8 semanas: 15.000 a 200.000
2 a 3 meses: 10.000 a 100.000
Não gestantes: < 10
Homens: < 2
Calcitonina Soro RIA < 100 pg/ml
Ciclosporina RIA pós-operatório imediato: 200 a 400 ng/ml
pós-operatório tardio: 100 a 200
Cortisol Soro Quimioluminescência às 8 horas: 43 a 224 ng/ml
às 16 horas: 30 a 167
Cortisol Livre Urina Imunofluorimétrico 90 a 470 mcg/24h
Dehidroepiandrosterona (DHEA) Soro RIA Homens: 1.4 a 12.5 ng/ml
Mulheres: 0.8 a 10.5
Catecolaminas Urina HPCL Noradrenalina: < 1 ano: < 10 mcg/24h
1 a 2 anos: < 20
3 a 4 anos: < 30
5 a 7 anos: 8 a 45
8 a 10 anos: 10 a 65
> 11 anos: 15 a 80
Adrenalina: < 1 ano: < 2.5
1 a 2 anos: < 3.5
3 a 4 anos: <6.5
5 a 7 anos: < 10
8 a 10 anos: < 14
> 11 anos: < 20
Dopamina: < 1 ano: < 8.5
1 a 2 anos: < 140
3 a 4 anos: 40 a 260
> 5 anos: 65 a 400
Dehidrotestosterona (DHT) Soro RIA Crianças Masculino Feminino ng/ml
< 6 anos 0.01 a 0.07 0.01 a 0.02
6 a 8 anos: 0.01 a 0.07 0.01 a 0.05
8 a 10 anos: 0.01 a 0.04 0.03 a 0.09
10 a 12 anos: 0.02 a 0.05 0.04 a 0.12
12 a 14 anos: 0.09 a 0.19 0.07 a 0.19
15 a 17 anos: 0.19 a 0.51 0.04 a 0.12
Adultos: 0.20 a 0.72 0.07 a 0.53
Estradiol (E2) Soro Quimioluminescência Homens: <= 54 pg/ml
Mulheres:
Fase Folicular: 10 a 183
Fase Lútea: 40 a 200
Fase Ovulatória: 150 a 528
Menopausa: <= 60
Crianças: <= 4 anos: < 26
5 a 8 anos: < 14
Pré-púbere: < 100
Estrona (E1) Soro RIA Homens: 10 a 90 pg/ml
Mulheres:
Fase Folicular: 37 a 138
Fase Ovulatória: 59 a 229
Fase Lútea: 49 a 114
Contraceptivos: 13 a 83
Gravidez: 1º Trimestre: 61 a 715
2º Trimestre: 166 a 1861
3º Trimestre: 1039 a 3209
Menopausa: com TRH: 40 a 346
sem TRH: 4 a 102
Gastrina Soro RIA <= 90 pg/ml
HGH Soro RIA <= 7 ng/ml
Insulina Soro RIA 0 a 30 mcUl/ml
LH Soro Quimioluminescência Homens: mUl/ml
13 a 70 anos: 1.5 a 9.3
> 70 anos: 3.1 a 34.6
Mulheres:
Fase Folicular: 1.9 a 12.5
Fase Ovulatória: 8.7 a 76.3
Fase Lútea: 0.5 a 16.9
Menopausa: 5 a 52.3
Grávidas: <= 1.5
Crianças: <= 5.9
Metanefrinas Urina HPLC <= 2 anos: <4.6 mg/g
3 a 10 anos: <= 3.0
11 a 15 anos: < 2.0
>= 16 anos: <= 1.0
Osteocalcina Osteo II: ng/ml
Idade: Homens: Mulheres
20 a 30 anos 11.3 a 37.0 8.8 a 39.4
31 a 40 anos 10.7 a 34.1 7.7 a 31.9
41 a 50 anos 5.2 a 34.5 8.0 a 36.0
51 a 60 anos: 6.3 a 30.7 8.0 a 50.5
61 a 70 anos 8.8 a 29.7 12.9 a 55.9
Paratormônio (PTH) Molécula Intacta Soro RIA/IRMA 10 a 70 pg/ml
Progesterona Soro Quimioluminescência Mulheres: ng/ml
Fase Folicular: 0.15 a 1.40
Fase Lútea: 4.44 a 28.03
Fase Ovulatória: 3.34 a 25.56
Pré-Púbere: <= 0.56
Menopausa: <= 0.73
Gravidez:
1º Trimestre: 11 a 90
2º Trimestre: 20 a 100
3º Trimestre: 48 a 422
Homens: 0.28 a 1.22
Prolactina Soro Quimioluminescência Homens: 2.1 a 19.0 ng/ml
Mulheres: 2.83 a 30.0
Gestantes: 5.3 a 215.0
Menopausa: 1.8 a 24.0
S-DHEA Soro RIA Homens: Mulheres: mcg/dl
0 a 12 anos: 30 a 254 16 a 29 anos: 65 a 380
16 a 29 anso: 280 a 640 30 a 39 anos: 45 a 270
30 a 39 anos: 120 a 520 40 a 49 anos: 32 a 240
40 a 49 anos: 95 a 530 50 a 59 anos: 26 a 200
50 a 59 anos: 70 a 310 60 a 69 anos: 10 a 130
60 a 69 anos: 42 a 290 70 a 79 anos: 10 a 90
70 a 79 anos: 28 a 175
Renina Plasma RIA Com dieta normal ng/ml/h
deitado: 0.15 a 2.33
em pé: 1.31 a 3.95
Somatomedina C Soro RIA Idade Masculino Feminino mcg/dl
anos média intervalo média intervalo
0 a 3 0.30 0.08 a 1.1 0.49 0.11 a 2.2
3 a 6 0.44 0.12 a 1.6 0.66 0.18 a 2.4
6 a 11 0.78 0.22 a 2.8 1.36 0.41 a 4.5
11 a 13 1.01 0.28 a 3.7 2.59 0.99 a 6.8
13 a 15 2.25 0.90 a 5.6 2.63 1.20 a 5.9
15 a 18 1.67 0.91 a 3.1 1.70 0.71 a 4.1
Adultos 0.79 0.34 a 1.9 0.98 0.45 a 2.2
TGB Soro RIA 12.0 a 30.0 mg/l
Testosterona Soro Quimioluminescência Homens: ng/ml
20 a 49 anos: 2.41 a 10.5
>= 50 anos: 1.40 a 7.72
Mulheres: 0.14 a 0.83
Testosterona Livre Soro RIA Homens: pg/ml
20 a 49 anos: 12.0 a 40.0
>= 50 anos: 10.0 a 24.6
Mulheres: 0.05 a 3.9
Em contracepção: 0.02 a 1.7
Menopausa: 0.14 a 1.8
Triodotironina (T3) Soro Quimioluminescência 60 a 180 ng/dl
T3 Livre Soro Quimioluminescência 2.3 a 4.2 pg/ml
T3 Retenção Soro RIA 25 a 37 %
T3 Reverso Soro RIA 8.0 a 34.0 ng/dl
Tireoglobulina Soro RIA <= 25: pacientes normais ng/ml
<= 7: pacientes tireoidectomizados
Tiroxina (T4) Soro Quimioluminescência 4.5 a 11.4 mcg/dl
T4 Livre (FT4) Soro Quimioluminescência 0.70 a 1.70 ng/dl
T4 Neonatal Sangue em papel de filtro Imunofluorimétrico 6.0 a 17.5 mcg/dl
TSH Soro Quimioluminescência 0.35 a 5.5 mcU/ml
TSH Neo Sangue em papel de filtro Imunofluorimétrico <= 25 mcU/ml