ESPERMOGRAMA

Importante: a correta interpretação do espermograma não pode ser feita dissociada da história clínica, do exame físico e de outros exames que se façam necessários. Somente seu médico pode lhe dar um diagnóstico e propor um tratamento.

As informações aqui contidas servem exclusivamente como informação e orientação.

Volume:

O volume considerado normal é acima de 1,5 mL. Não existe um valor máximo para o volume do sêmen.
Valores abaixo de 1,5 mL podem representar fatores obstrutivos, como agenesia de deferentes, agenesia de vesículas seminais, fibrose cística, obstrução pós-cirurgias de próstata (RTU) e obstruções pós-infecções. Podem também mostrar ejaculação retrógrada (para a bexiga) em casos de pacientes com Diabetes, lesão medular ou doenças neurólogicas (ecslerose múltipla, entre outras). Podem também denotar problemas na coleta, como perda de conteúdo, assim como distúrbios hormonais (deficiência de androgênios).
Volume abaixo de 1,5 mL é denominado “hipoespermia”.

pH:

O pH do sêmen mede a sua “acidez”. Normalmente o sêmen é básico, ou seja, apresenta pH maior do que 7,0 (de 7,2 a 8,0).
Isso é muito importante quando ocorre a deposição do sêmen no fundo da vagina em uma relação sexual.
O pH da vagina é muito ácido (ao redor de 4,0) e ao encontrar este ambiente hostil, o sêmen básico “neutraliza” a acidez da vagina, mantendo os espermatozóides vivos.
Quem produz as substâncias necessárias para manter o sêmen com pH adequado são as vesículas seminais. Quando o pH do sêmen é ácido, devemos desconfiar de problemas com as vesículas, como hipoplasia, agenesia ou obstrução. Geralmente estes problemas estão acompanhados de volume diminuído.
Valores de pH altos são de pouco valor na prática clínica, pois com o tempo o pH aumenta naturalmente e este fato pode indicar um viés de análise do material.

Concentração:

O valor normal é acima de 15 milhões por mL de sêmen.
Valores inferiores a 15 milhões denotam falhas na produção de espermatozóides.
Concentração abaixo de 15 milhões por mL é denominada “oligozoospermia”.
Motilidade:

Divide-se em 3:
MP (ou PR) – motilidade progressiva;
NP – motilidade não-progressiva;
IM – imóveis.
A soma de MP + NP, ou seja, a Motilidade Total, deve ser superior a 40%. De maneira análoga, a motilidade progressiva (MP ou PR) deve ser superior a 32%. 
A varicocele pode causar uma alteração de motildade. Além dela, podemos encontrar alterações nestes parâmentros em pacientes tabagistas, obesos, usuários de alguns tipos de medicamentos ou drogas ou com alterações genéticas.
Motilidade progressiva abaixo de 32% é denominada “astenozoospermia”.

Vitalidade:

O valor normal é vitalidade acima de 58% de espermatozóides vivos.
Deve ser realizada em todos os exames, mas em especial naqueles casos em que a motilidade progressiva (MP) é menor do que 40%.
Valores menores que 58% indicam problemas na produção de espermatozóides ou no seu transporte.
É importante correlacionar a motilidade com a vitalidade, pois estes critérios estão intimamente relacionados; espermatozóides vivos, porém com baixa motilidade indicam problemas em seu flagelo; espermatozóides mortos e, logicamente imóveis, indicam problemas no epidídimo.
Vitalidade menor que 58% é denominada “necrozoospermia”.
Morfologia:

Atualmente devemos nos valer apenas da Morfologia segundo os critérios de Krüger.
Assim, os valores normais são os maiores ou iguais a 4%.
No entanto, valores iguais ou menores do que 3%, denotam morfologia crítica e as chances de uma gravidez natural são praticamente nulas, já que o formato dos espermatozóides é tão alterado que eles não conseguem fertilizar o óvulo por não penetrar na zona pelúcida (camada de células que envolvem o óvulo). Nestes casos o tratamento de escolha é a fertilização in vitro pela técnica de ICSI.
É importante não confundir alterações da morfologia do sêmen com risco de mal-formações nos filhos, pois não existem estudos comprovando esta relação de maneira direta.
Morfologia menor de 4% é denominada “teratozoospermia”.

Endometriose


O que é?
Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero.
Endométrio é a camada interna (revestimento interno) do útero, que é renovada mensalmente pela menstruação.
Onde se localiza?
Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis (peritôneo).
O que causa?
Há diversas teorias sobre as causas da endometriose. A principal delas é que, durante a menstruação, células do endométrio, o revestimento interno do útero, sejam enviadas pelas trompas para dentro do abdômen (cavidade peritoneal).
Há evidências que sugerem ser uma doença genética. Outras sugerem ser uma doença do sistema de defesa. Na realidade, sabe-se que as células do endométrio podem ser encontradas no líquido peritoneal em volta do útero em grande parte das mulheres. No entanto, apenas algumas mulheres desenvolvem a doença. Estima-se que 6 a 7% das mulheres tenham endometriose.


Quais os sintomas?
Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade.
Aproximadamente 20% das mulheres têm apenas dor, 60% têm dor e infertilidade e 20% apenas infertilidade
A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal à relação sexual, ou dor “no intestino” na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas.
Quais os tipos de endometriose?
As teorias mais modernas parecem mostrar que existem três tipos de endometriose que podem até ser três doenças diferentes:
Endometriose Ovariana: caracterizada por cistos ovarianos que contêm sangue ou conteúdo de cor achocolatada.
Endometriose Peritoneal: onde os focos existem apenas no peritônio ou na parede pélvica.
Endometriose Profunda: devido à proximidade entre o útero e o intestino, a endometriose pode invadir áreas adjacentes ao útero conforme se vê na figura.
A principal característica dessa doença é a dor. Seu tratamento é difícil e, hoje, no Brasil, apenas poucos centros têm condição de fazer a cirurgia desse tipo de endometriose.
Tipos de endometriose profunda:
Endometriose reto sigmoide
Endometriose retro cervical
Endometriose septo-reto-vaginal
Endometriose – ligamentos útero-sacros
Endometriose intestinal
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de suspeita da endometriose é feito por meio da história clínica, exame físico, ultrassom (ultrassonografia) endovaginal especializado, exame ginecológico, dosagem de marcadores e outros exames de laboratório.
Atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda.
Pesquisas do Laboratório Fleury em São Paulo e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo mostram que o ultrassom endovaginal é o primeiro método para diagnosticar a endometriose¹.
No entanto, esse não é um ultrassom endovaginal normal. Trata-se de um exame especializado que apenas profissionais especilizados estão aptos a realizar. O ultrassom endovaginal normal não é a mesma coisa e não substitui esse exame.
Essa pesquisa mostra ainda que, além do ultrassom endovaginal, pode-se realizar a Ressonância Magnética da Pélvis para o diagnóstico da endometriose profunda.
Outros serviços médicos, no Brasil, consideram que a ressonância nuclear magnética e também a ecocolonoscopia são úteis para o diagnóstico da endometriose.
Todos os especialistas concordam que o exame ginecológico é a melhor maneira para se fazer o diagnóstico de suspeita da endometriose, e que os exames de imagem devem ser feitos de acordo com o que existe de melhor no local.
A certeza, porém, só pode ser dada por meio do exame anatomopatológico da lesão, ou biópsia. Esta pode ser feita por meio de cirurgia aberta, ou laparotomia, ou, preferível, por laparoscopia. Laparoscopia é um procedimento de exame e manipulação da cavidade pélvico-abdominal por instrumentos de ótica e/ou vídeo, bem como de instrumentos cirúrgicos delicados que são introduzidos através de pequenos orifícios no abdome. É um procedimento cirúrgico realizado geralmente com anestesia geral. No entanto, hoje, com evidências clínicas suficientes, os médicos podem iniciar o tratamento mesmo sem a laparoscopia.
Especial atenção deve ser dada à paciente que pretende engravidar. Talvez seja necessário seu encaminhamento para um Centro de Reprodução Humana mesmo antes do tratamento da endometriose ser iniciado.
Outra principal atenção é a endometriose profunda. Sabe-se que cirurgias muito bem planejadas reduzem significativamente a dor nesses casos, mas essas cirurgias só são feitas em centros especializados.
Atualmente não há cura para a endometriose. No entanto, a dor e os sintomas dessa doença podem ser diminuídos e controlados.
As principais metas do tratamento são:
Aliviar ou reduzir a dor (e outros sintomas).
Diminuir o tamanho dos implantes.
Reverter ou limitar a progressão da doença.
Preservar ou restaurar a fertilidade.
Evitar ou adiar a recorrência da doença.
O tratamento cirúrgico pode ser feito com laparotomia ou laparoscopia. Os implantes de endometriose são destruídos por coagulação à laser, vaporização de alta frequência ou bisturi elétrico. A decisão cirúrgica é importante. A maior parte dos sucessos terapêuticos decorrem de uma primeira cirurgia bem planejada. Cirurgias repetidas são desaconselhadas, pois aumenta a chance de aderências peritoneais, tão prejudiciais como a própria doença.
O tratamento clínico de formas brandas em mulheres que não pretendem engravidar pode ser feito com anticoncepcionais orais, injetáveis, implantes subdérmicos ou intrauterinos. Há um certo consenso entre os estudiosos que o pior a fazer é não fazer nada, já que a doença pode ser evolutiva.
Em mulheres que pretendem engravidar, o tratamento pode ser feito com cirurgia e tratamento hormonal, ou tratamento hormonal e depois cirurgia. No entanto, estudos atuais mostram que em mulheres com endometriose e que não conseguem engravidar, a melhor alternativa é a fertilização in vitro, e que a presença de endometriose não afeta as taxas de gravidez quando esse método é escolhido².
Varias drogas têm sido usadas, mas poucas com resultados definitivos.
Trabalhos da Unicamp mostram uma melhora dos sintomas com o dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel.³
O mais importante no tratamento da endometriose é o planejamento das ações terapêuticas em comum acordo com o planejamento da gravidez pelo casal.
Em abril de 2005 foi editado o ESHRE guideline for the diagnosis and treatment of endometriosis pela European Society of Human Reproduction and Embryology. O resumo desse artigo pode ser obtido em ESHRE guideline for the diagnosis and treatment of endometriosis.
Em casos muito severos, a gravidez só será possível por meio de técnicas de fertilização assistida e inseminação artificial.

Infertilidade 

Em alguns casos a infertilidade é um sintoma de endometriose. Além disso, outros fatores tais como alterações da ovulação ou qualidade pobre do sêmen, podem estar envolvidos na infertilidade de um casal. Algumas mulheres que têm endometriose são capazes de engravidar, enquanto outras podem ser inférteis devido à endometriose isoladamente, ou em combinação com outros fatores. 


A endometriose pode impedir a gestação de várias formas. A endometriose na pelve, por exemplo, pode inflamar o tecido vizinho e produzir o crescimento de um tecido cicatricial (aderências). As faixas de tecido cicatricial podem unir os ovários, as tubas e os intestinos entre si. As aderências podem interferir com as tubas uterinas. Se os ovários são separados das tubas, os oócitos (óvulos) podem ter dificuldades para alcançá-las depois da ovulação. 

Os pesquisadores determinam outras possíveis causas que relacionam a endometriose com a infertilidade. Implantes localizados longe das tubas e dos ovários podem impedir a fertilidade e há evidências de que algo, talvez prostaglandinas ou outras substâncias produzidas por estes implantes, podem interferir na ovulação, com a entrada do oócito na tuba e com a fertilização. Os estudos mostraram que o risco de aborto espontâneo é maior em mulheres com endometriose não tratada. Atualmente não se sabe porquê a endometriose causa um risco maior de aborto. Além disso, substâncias químicas que podem ser tóxicas para o embrião foram achadas no líquido abdominal de mulheres com endometriose. Mudanças também, possívelmente no sistema imune seriam capazes de explicar o risco maior de abortar. 


Aborto de Repetição (possíveis causas)



É preciso viver o luto para  investigar as razões físicas do aborto? Claro que não né? então vamos a algumas informações:




Fator Genético:
- cariótipo com Bandas G (exame a ser realizado pelo casal)

- teste de fragmentação do DNA do espermatozóide (exame para o marido)
- microdeleção do Cromossomo Y (exame para o marido em caso de espermograma com alteração severa ou alterações anatômicas na parte sexual masculina)
[Se houver sido realizada fertilização in vitro, conversar com a clínica sobre a qualidade dos embriões, pois embriões de baixa qualidade podem estar relacionados com falhas de implantação e abortos no início da gestação.  Outra causa é a idade feminina avançada que pode comprometer a qualidade mais intrínseca dos embriões, ainda que pareçam morfologicamente bons.  Espermatozóides com qualidade muito prejudicada também podem se relacionar com esse evento. ]

Fator Uterino:
- histeroscopia
- biópsia do endométrio (a coleta pode ser realizada durante a histeroscopia)
[Se houver desconfiança de incompetência istmo-cervical, é importante realizar controle com ultrassonografia transvaginal durante a gravidez, em caso de encurtamento do colo, realizar cerclagem e repouso.

Fator Hormonal:
- TSH e T4 Livre (hormônios da tireóide)
- Glicemia de jejum e pós-prandial
- Caso de abortos espontâneos muito no início da gravidez ou desconfiança de micro-abortos no início da implantação: dosagem de Progesterona 7 dias após a ovulação (geralmente no 21º dia do ciclo) e em caso de gravidez, repetir a dosagem durante as primeiras semanas; dosagem de Prolactina (após repouso de 30 min no laboratório).


Fator Imunológico:
- Crossmatch, a prova cruzada do sangue do casal
- células de defesa Natural Killer,
- fator anti-núcleo,
- anticorpos Anti-peroxidase tireoideana (TPO)
- Anti-tireoglobulina


Fator Hematológico:
- teste de Combs indireto (se a mulher tiver sangue RH negativo)
- dosagem de proteína C funcional e livre
- dosagem de proteína S funcional e livre
- antitrombina III
- Fator V de Leiden
- mutação no Gen da Protrombina
- homocisteína
- mutação 677 na enzima da MTHFR (pode-se realizar também a mutação 1298 na mesma enzima, porém somente poucos laboratórios especializados de pesquisa realizam)
- anticardiolipina
- anticoagulante lúpico


Fator Bacteriológico, Outras Infecções e diversos:
- pesquisa de Chlamydia no colo do útero
- pesquisa de micoplasma e ureaplasma no colo do útero
- pesquisa para Streptococus beta hemolítico na secreção vaginal
- sorologia para Citomegalovirus
- sorologia para toxoplasmos
- sorologia para brucelose
- sorologias para doenças sexualmente tranmissíveis e outras: Sorologia para HIV 1 e 2, Sorologia para HTVL I e II, Pesquisa de HbsAg, Pesquisa de Anti-HB-c, Anti HCV, VDRL.



CAUSAS DO ABORTO DE REPETIÇÃO:

Causas genéticas 
A anormalidade mais freqüente é a translocação balanceada observada no cariótipo de um dos parceiros. Outras anormalidades cromossômicas que podem ser encontradas são: mosaicismo sexual, inversão cromossômica e cromossomos em anel. Essas aberrações cromossômicas irão gerar embriões com cromossomopatias, evoluindo para aborto.
Causas endócrinas
Dentre elas a mais relatada é a Insuficiência de Corpo Lúteo, caracterizada por uma produção diminuída de progesterona na segunda fase do ciclo, período de implantação, onde tal hormônio tem participação fundamental. A suplementação de progesterona na segunda fase do ciclo é bastante discutida. Diabetes mellitus se mostra envolvido na etiologia do aborto de repetição desde que esteja descontrolado. Patologias da tireóide (hiper e hipotireoidismo) quando bem controladas não se relacionam com aborto de repetição, porém é sabido que anticorpos antitireoidianos estão intimamente relacionados com o problema, embora o mecanismo não seja conhecido.
Causas anatômicas
As mais descritas são: malformações uterinas (mullerianas ou exposição DES), pólipos uterinos, sinéquias, miomatose uterina, incompetência istmo cervical. Algumas alterações anatômicas são mais relacionadas com perdas gestacionais tardias (durante o segundo trimestre) ou trabalho de parto prematuro, como por exemplo: incompetência istmo-cervical, miomatose uterina.
Causas infecciosas 
Atualmente é bastante questionável a relação entre infecções genitais por clamídia, micoplasma e ureaplasma e a elevada incidência de aborto de repetição.
Causas hematológicas
Nos últimos anos, tem-se descrito uma relação entre distúrbios da coagulação, tendência a tromboembolismos (trombofilias), com maus resultados gestacionais, entre eles abortos de repetição e infertilidade. Entre as trombofilias descritas como tendo relação com abortos de repetição podemos destacar trombofilias hereditárias e adquiridas.
Causas imunológicas
Podem ser divididas em causas autoimunes, aloimunes e síndrome antifosfolípide.
Causas ambientais
É descrita uma maior incidência de abortos espontâneos em pessoas com hábito de ingestão excessiva de café, álcool e tabagismo. É sabido o efeito abortivo da radiação, embora não haja determinação de dose especifica. Gases anestésicos também parecem elevar o risco de aborto. Exercício físico parece não estar relacionado como causa de aborto precoce. Microondas, ultra-som e terminais de vídeo parecem não elevar a taxa de aborto.
Causas desconhecidas
Em 20% dos casos de aborto de repetição não é possível determinar uma causa específica, o que abre um campo vasto para novas pesquisas. 


Entenda a Ovulação

Dias do período fértil da mulher
1. Você está fértil quando um de seus ovários libera um óvulo, já maduro. O processo, chamado ovulação, acontece:
a) no meio do seu ciclo menstrual
b) 14 dias antes da menstruação seguinte
c) um dia antes de menstruar


2. Se a ovulação é irregular, você terá mais chances, se tiver relações:
a) duas vezes por semana
b) uma vez por semana, de preferência na segunda-feira
c) começando no décimo dia do ciclo, dia sim, dia não, durante sete ou oito dias


3 – Para engravidar, melhor ter relações:
a) de manhã
b) ao meio-dia
c) à noite


4. Se você quer, realmente, engravidar, o melhor a fazer, é:
a) o mapa astral do casal
b) saber se você ovula e quando
c) regularizar seu ciclo menstrual


5. Para aumentar as chances de gravidez, a relação sexual deve acontecer:
a) assim que termina a menstruação
b) um ou dois dias antes da ovulação
c) no dia da ovulação

6. Se a menstruação é irregular, impossível saber quando você ovula:
a) a afirmação está certa
b) é mais difícil mas podemos tentar
c) é fácil saber mesmo quando o ciclo é irregular

7. Perto da ovulação, os seios ficam sensíveis e doloridos:
a) algumas mulheres percebem desta forma a proximidade da ovulação
b) a afirmativa não tem qualquer fundamento
c) todas as mulheres notam estes sintomas perto da ovulação

8. Perto da ovulação, o muco cervical ganha a consistência de:
a) clara de ovo crua
b) arroz muito cozido
c) espuma

9. Para saber se está ovulando, precisa tirar, todos os dias, a temperatura:
a) depois da relação sexual
b) fora do período menstrual
c) logo ao acordar, antes mesmo de sair da cama


10. Depois quanto tempo sem engravidar, deve-se procurar um especialista em Reprodução Humana?
a) três meses é o tempo de se notar que há problemas
b) seis meses é o máximo que se deve esperar
c) em geral, só depois de um ano se justifica a preocupação


Vamos conferir os resultados?

1 – b
Na verdade, pode haver uma variação na ovulação, de mês para mês. Tudo depende da duração do ciclo menstrual. O padrão é de 28 dias, contando a partir do primeiro dia da menstruação, ou seja, a mulher deveria ovular por volta do 14º dia. Em ciclos mais curtos de 24 a 25 dias, isto aconteceria um pouco antes (no 12º dia) e nos mais prolongados, como 35 dias, depois, lá pelo 17º dia. Em qualquer tipo de ciclo, você pode engravidar, tanto nos três dias anteriores à ovulação, quanto nos dois posteriores.

2 – c
É claro que quanto mais você tiver relações sexuais, maior sua chance de engravidar. Embora seja verdade que a densidade do esperma em cada ejaculação diminui com os freqüentes orgasmos, o que realmente importa é que algum esperma permanece nas trompas da mulher durante o tempo da ovulação. Você pode ter relações sexuais todo dia, é claro, mas dias alternados, durante seu período fértil, é o suficiente.

3 – a
Os hormônios masculinos e a concentração de espermatozóides estão mais potencializados de manhã. Conseqüentemente, relações sexuais neste período aumentam suas chances de engravidar.

4 – b
Para quem tem o período menstrual regular, é mais fácil calcular a ovulação mas é possível também, mesmo com períodos irregulares, saber exatamente quando você vai ovular. É o mais importante, pois assim as relações sexuais podem ser programadas, aumentando suas chances de engravidar.

5 – b
Os espermatozóides resistem até cinco dias, mas o óvulo sobrevive apenas, de 12 a 24 horas. Para aumentar a chance de gravidez, tenha relações sexuais um ou dois dias antes da ovulação. Dessa forma, há grande chance de que um bom suprimento de espermatozóides saudáveis estejam esperando nas trompas, quando o óvulo for liberado.

6 – b
Se seu período é irregular, vai ser difícil saber ao certo quando acontece a ovulação, mas não é impossível. Tente anotar, a cada mês, o dia em que você ovula. Por exemplo, se seu ciclo é de 28 dias em um mês, 25 dias no próximo, e 30 no mês seguinte, tire17 dias do seu ciclo mais curto e 11 do seu ciclo mais longo. Os dias entre os dois períodos são aqueles em que você provavelmente estará fértil: entre o oitavo e o décimo nono dia.

7 – a
Enquanto algumas mulheres acham difícil saber se estão ovulando, outras percebem facilmente: seios mais sensíveis, queixam-se de dor na altura da pélvis e aumento do muco cervical.

8 – a
A textura do muco cervical muda, fica transparente, parecida com uma clara de ovo crua. Muitas vezes chega a umedecer a calcinha.

9 – c
Os altos índices de progesterona, presentes no corpo depois da ovulação, elevam a temperatura entre 0,2 e 0,6 graus. Para garantir o resultado, faça o teste durante três meses, começando no primeiro dia do período menstrual. A temperatura mais alta indica que você está ovulando.

10 – c
Mesmo que esteja tudo em ordem com o casal, pode levar um ano para a mulher engravidar. Só depois disso, se justifica procurar um especialista em infertilidade. É bom lembrar, entretanto, que a fertilidade cai com a idade, assim, se você tem mais de 35 anos, após seis meses de tentativa, seria interessante consultar um especialista.


Ovulação

Ovulação é o processo no ciclo menstrual no qual o folículo ovariano maduro rompe e libera o ovo (oócito ou gameta feminino) que participa na reprodução. O processo de ovulação é controlado pelo hipotálamo do cérebro e através da liberação de hormônios (hormônio luteinizante e hormônio estimulador do folículo) secretados no lóbulo anterior da glândula pituitária. Na fase pré-ovulação (folicular) do ciclo menstrual, o folículo ovário passa por uma série de transformações. Depois que isso acontece, forma-se um buraco pelo qual sai o ovo. A ovulação é desencadeada pelo pico na quantidade de hormônio luteinizante e hormônio estimulador do folículo liberados pela glândula pituitária. Após a ovulação, o ovo viaja através dos tubos de falópio até o útero. Caso o ovo seja fertilizado pelo esperma, pode ser implantado no útero 6 a 12 dias depois. Caso não seja fertilizado, o ovo se degradará nos tubos de falópio dentro de 24 horas. Os poucos dias próximos à ovulação constituem a fase fértil. O tempo médio para a ovulação é de 14 dias no ciclo menstrual médio de 28 dias. É normal que o dia da ovulação varie da média, sendo comum estar entre o décimo e décimo-nono dia do ciclo menstrual. A duração do ciclo menstrual por si só não é um indicador confiável do dia da ovulação. Ainda que em geral ovulação mais cedo resulte em ciclo menstrual menor (e vice-versa), a fase pós-ovulação do ciclo pode variar em até uma semana de mulher para mulher.


Sintomas da ovulação

O começo da ovulação pode ser detectado por vários sinais e sintomas. As mulheres perto da ovulação experimentam mudanças no cérvix, no muco produzido pelo cérvix, e na temperatura basal. Além disso, várias mulheres experimentam sintomas secundário de fertilidade como mittelschmerz (dor associada à ovulação, do alemão “dor no meio”) e sensibilidade mais forte aos odores. Muitas mulheres sentem elevação no desejo sexual nos dias antes da ovulação.

Indução da ovulação

Em termos gerais, a administração de hormônio luteinizante ou hormônio estimulador do folículo pode induzir a ovulação e permitir a concepção. A indução da ovulação é um auxílio promissor para a concepção em mulheres com síndrome do ovário policístico e oligomenorréia.


Riscos da indução da ovulação

Todo medicamento para induzir a ovulação carrega o risco de efeitos colaterais. Um estudo recente levantou a possibilidade de relação entre os agentes que induzem a ovulação e elevação do risco de câncer no ovário.

Supressão da ovulação

A maioria dos anticoncepcionais hormonais visa a supressão da fase da ovulação do ciclo menstrual. Estradiol e progesterona, tomados em variadas formas de anticoncepcionais — como pílula anticoncepcional, adesivos e injeção — reproduzem os níveis hormonais do ciclo menstrual para inibir a ovulação.

INHAME – FAZ MILAGRES! NA OVULAÇÃO


Olá  MENINAS, EU ESTAVA PASSEANDO POR ALGUNS FÓRUNS E ME DEPAREI COM ESSE ASSUNTO QUE ACHEI BEM INTERESSANTE: Chá DE INHAME COMO INDUTOR NATURAL, ENTÃO LOGO PENSEI EM COMPARTILHAR COM VCS. QUEM JÁ TOMOU DIZ QUE E BOM MESMO E VALE MUITO A PENA TENTAR. 





           

Como sabemos, o Inhame é um indutor natural de ovulação. 


CHÁ DE INHAME 


Receita: Retire a casca de um Inhame e ferva em 1 copo (requeijão) de água. 


Posologia: Tomar em jejum 1/2 copo, durante 7 dias, de preferência a partir do 7º dia do ciclo até o 14º. 


Ação esperada do medicamento: super estimula a produção dos ovários promovendo a liberação de 2 (dois) ou mais óvulos e/ou prolonga o período fértil, fazendo durar o tempo disponível do óvulo para fecundação. 


Efeitos colaterais: pode provocar náuseas, diarreias e vômitos. 


Precauções: qualquer sintomas adversos suspender o uso.


Contra Indicações: Não utilizar em crianças, gestantes, pessoas com disfunções intestinais e idosos. 



OBSERVAÇÕES IMPORTANTES! 


1. O Chá tem que ser consumido no mesmo dia, como a casca fica embaixo da terra, tem que ferver muito bem, uns 5 minutos no mínimo!, então praticamente 1/2 copo acaba evaporando… 


2. Não faz mal tomar, mas para quem não quer tomar a baba gosmenta, pode retirar só a casca, raspando cuidadosamente com a faca, ao invés de ir cortando. 


3. O melhor inhame é o tipo (japonês) aquele redondinho e cabeludinho, pois a casca tem mais propriedades, mas o outro inhame tipo (do norte) maior, também pode ser usado. 


4. Em qualquer tipo de inhame deve ser utilizado a casca toda!, pois embora o “do norte” seja maior, as concentrações são menores, por isto, de usar toda a casca do maior também. 


Beijosss Fertéis!!!





O chá só deve ser tomado do 7° ao 14° DC… Mesmo que você tenha ovulação tardia, não se deve passar desse periodo! 





Tudo sobre síndrome dos ovários policísticos

O nome ovários policísticos vem da aparência dos ovários em mulheres com esta síndrome, que ficam aumentados e com numerosos cistos.
A síndrome dos ovários policísticos afeta entre 10 a 20% das mulheres, sendo uma das principais causas de infertilidade feminina. O diagnóstico precoce e tratamento adequado pode reduzir o risco de complicações, que incluem diabetes e doenças do coração.
O mecanismo preciso ainda não é conhecido. No entanto, já é sabido que há um aumento na produção de insulina devido a uma diminuição de sua ação nas células do organismo. Esse aumento leva a uma maior produção de andrógenos (hormônios masculinizantes) pelos ovários. Além disso, há uma disfunção no equilíbrio de dois hormônios da hipófise responsáveis pelo controle dos ovários: LH X FSH.(LH-hormônio luteinizante e FSH-hormônio folículo estimulante)
Sintomas da síndrome dos ovários policísticos
Quais os sintomas?
Irregularidades Menstruais. É um dos principais sintomas da síndrome dos ovários policísticos. Grande parte das mulheres tem atrasos ou mesmo ausência das menstruações.
Problemas na pele e aumento de pelos. Acne, espinhas, queda de cabelo, pele oleosa e aumento de pelos são sintomas que podem fazer parte da síndrome dos ovários policísticos. Este conjunto de sintomas é chamado de hiperandrogenismo.
Aumento de peso. Muitas mulheres que tem síndrome dos ovários policísticos apresentam aumento de peso. Mulheres com excesso de peso possuem predisposição a desenvolver resistência à insulina e síndrome metabólica, aumentando risco de alterações vasculares, diabetes, hipertensão arterial e doenças do coração.
Acanthosis nigricans. Este é termo médico para manchas escuras e com textura espessa em regiões do corpo como pescoço, axilas, abaixo dos seios, vulva e região interna das coxas.
Dificuldade para engravidar. Muitas mulheres com esta síndrome não tem ovulação regular. Este fato faz com que muitas delas tenham dificuldade em engravidar sem um tratamento eficaz.
No entanto isto não quer dizer que mulheres com síndrome dos ovários policísticos sejam inférteis. Muitas adolescentes com estes ovários pensam que não podem engravidar e acabam conseguindo uma gravidez indesejada.
Abortos. Pode haver uma correlação entre ovários policísticos e maior incidência de aborto devido aos altos níveis de LH em mulheres com este quadro.
A SOP não tratada tem progressão até a menopausa, quando devido à falência ovariana, cessa a produção de estrógenos e andrógenos. Estudos em andamento têm relacionado a SOP com um maior risco de doenças cardiovasculares o que fica reforçado devido às alterações de gorduras (colesterol total e frações e triglicérides) corporais também presentes na SOP.

As outras complicações estão relacionadas com as alterações resultantes da anovulação: infertilidade, irregularidades menstruais variando de amenorréia a hemorragias uterinas, hirsutismo e acne. Mais importante ainda é a exposição do endométrio (revestimento interno uterino) contínua ao estrogênio, sem a presença da ação da progesterona contrabalançando-o, por encontra-se ausente devido às alterações hipófise – ovarianas. Essa exposição contínua pode propiciar o aparecimento de câncer de endométrio cujo risco é três vezes maior em mulheres com SOP. Além disso, há estudos sugerindo que a anovulação crônica durante a idade fértil, está relacionada com maior risco de câncer de mama após a menopausa.

Outras Causas de Anovulação na Idade Reprodutiva
Atividades físicas extenuantes

Falência ovariana precoce

Tumor benigno hipofisário produtor de prolactina

Drogas com ação progestínica

Hiper ou hipotireoidismo

Desordens alimentares

Hiperplasia congênita da supra-renal

Tumores virilizantes da supra-renal

Tumores de ovário

Exames Diagnósticos
Vários exames devem ser solicitados para a avaliação do padrão hormonal e a forma dos ovários. Inicialmente, deve-se fazer um teste de gravidez, que necessita ser descartada em qualquer mulher em idade fértil que esteja sem menstruar.

Deve-se solicitar uma ultra-sonografia para avaliar os ovários que, em caso de SOP, demonstrarão pelo menos oito imagens periféricas com menos de 10 mm de diâmetro.
O nível sangüíneo de vários hormônios pode ser avaliado: testosterona, androstenediona, LH, FSH, estradiol, estrona, prolactina, insulina em jejum além de glicose em jejum.
Outros exames poderão ser necessários para excluir as outras causas mencionadas acima. Um exame de colesterol total e frações também deve ser realizado para avaliar do padrão lipídico e a necessidade de se tomar medidas modificadoras. A pressão arterial deve ser medida anualmente para se descobrir precocemente uma hipertensão arterial. 

Tratamento da síndrome dos ovários policísticos

É importante realizar o tratamento adequado dos ovários policísticos, tanto para garantir saúde e qualidade de vida no presente, quanto para evitar complicações futuras decorrentes da síndrome metabólica.
O tratamento da síndrome dos ovários policísticos depende dos sintomas apresentados e do desejo atual de engravidar.
Modificação Comportamental
Diminuição de peso, dieta e exercícios. São muito importantes mesmo quando juntos ao tratamento medicamentoso. A diminuição de peso diminui os níveis de testosterona, de insulina e de LH.
Mulheres que não desejam engravidar
Para mulheres que não querem engravidar, pode-se usar drogas com ação progestínica, por 10 a 14 dias por mês, para contrabalançar a ação estrogênica no endométrio. Não há supressão de produção de andrógenos (Medroxyprogesterona ou Noretindrona).

Outra opção para essas pacientes é a pílula anticoncepcional de doses baixas. As vantagens dessa terapia são: contracepção, prevenção de crescimento e câncer endometrial, normalização dos ciclos menstruais e tratamento da acne e hirsutismo (melhora seis meses após uso). Drogas antiandrogênicas podem ser associadas para o tratamento do hirsutismo com maior rapidez (Espironolactona, etc).

Drogas análogas aos hormônios liberadores de gonadotropinas devem ser usadas em pacientes que não respondem ao tratamento acima. Cuidado com seus efeitos colaterais ósseos e vaginais.

Tratamentos para engravidar
Se a paciente pretende engravidar o médico lhe recomendará um tratamento de indução da ovulação não sem antes afastar as outras causas de infertilidade. A 1a tentativa deve ser com indutor à base de citrato de clomífeno, e metformina, se for o caso, deve-se inicar com uma dosagem baixa, se a paciente não responder, aumentar a dosagem, se mesmo assim a ovulação não responder, deve-se partir para a indução à base de gonotrofinas (LH e FSH).
O fato de a mulher conseguir ovular com medicamentos não significa que a síndrome foi curada, o acompanhamento médico deve ser mantido de forma regular.
Hipoglicemiantes orais
Em alguns casos medicamentos que são usados no tratamento da diabetes são empregados para tratar a síndrome dos ovários policísticos, para isso deve ser feito a dosagem de insulina.
Esse tratamento tem sido com o uso de Metformina, uma droga que aumenta a sensibilidade da insulina, utilizada no tratamento da diabetes mellitus tipo 2. Estudos preliminares demonstraram um retorno à atividade menstrual em 68% a 98% das mulheres com SOP que utilizaram-na. Não é o tratamento padrão, mas pode ser uma possibilidade real futura.
Cirurgia. Os métodos cirúrgicos para tratar os ovários policísticos têm sido abandonados.



Fontes: Site BancodeSaude.com.br, Site Boasaude.com.br