Aborto de Repetição (possíveis causas)



É preciso viver o luto para  investigar as razões físicas do aborto? Claro que não né? então vamos a algumas informações:




Fator Genético:
– cariótipo com Bandas G (exame a ser realizado pelo casal)

– teste de fragmentação do DNA do espermatozóide (exame para o marido)
– microdeleção do Cromossomo Y (exame para o marido em caso de espermograma com alteração severa ou alterações anatômicas na parte sexual masculina)
[Se houver sido realizada fertilização in vitro, conversar com a clínica sobre a qualidade dos embriões, pois embriões de baixa qualidade podem estar relacionados com falhas de implantação e abortos no início da gestação.  Outra causa é a idade feminina avançada que pode comprometer a qualidade mais intrínseca dos embriões, ainda que pareçam morfologicamente bons.  Espermatozóides com qualidade muito prejudicada também podem se relacionar com esse evento. ]

Fator Uterino:
– histeroscopia
– biópsia do endométrio (a coleta pode ser realizada durante a histeroscopia)
[Se houver desconfiança de incompetência istmo-cervical, é importante realizar controle com ultrassonografia transvaginal durante a gravidez, em caso de encurtamento do colo, realizar cerclagem e repouso.

Fator Hormonal:
– TSH e T4 Livre (hormônios da tireóide)
– Glicemia de jejum e pós-prandial
– Caso de abortos espontâneos muito no início da gravidez ou desconfiança de micro-abortos no início da implantação: dosagem de Progesterona 7 dias após a ovulação (geralmente no 21º dia do ciclo) e em caso de gravidez, repetir a dosagem durante as primeiras semanas; dosagem de Prolactina (após repouso de 30 min no laboratório).


Fator Imunológico:
– Crossmatch, a prova cruzada do sangue do casal
– células de defesa Natural Killer,
– fator anti-núcleo,
– anticorpos Anti-peroxidase tireoideana (TPO)
– Anti-tireoglobulina


Fator Hematológico:
– teste de Combs indireto (se a mulher tiver sangue RH negativo)
– dosagem de proteína C funcional e livre
– dosagem de proteína S funcional e livre
– antitrombina III
– Fator V de Leiden
– mutação no Gen da Protrombina
– homocisteína
– mutação 677 na enzima da MTHFR (pode-se realizar também a mutação 1298 na mesma enzima, porém somente poucos laboratórios especializados de pesquisa realizam)
– anticardiolipina
– anticoagulante lúpico


Fator Bacteriológico, Outras Infecções e diversos:
– pesquisa de Chlamydia no colo do útero
– pesquisa de micoplasma e ureaplasma no colo do útero
– pesquisa para Streptococus beta hemolítico na secreção vaginal
– sorologia para Citomegalovirus
– sorologia para toxoplasmos
– sorologia para brucelose
– sorologias para doenças sexualmente tranmissíveis e outras: Sorologia para HIV 1 e 2, Sorologia para HTVL I e II, Pesquisa de HbsAg, Pesquisa de Anti-HB-c, Anti HCV, VDRL.



CAUSAS DO ABORTO DE REPETIÇÃO:

Causas genéticas 
A anormalidade mais freqüente é a translocação balanceada observada no cariótipo de um dos parceiros. Outras anormalidades cromossômicas que podem ser encontradas são: mosaicismo sexual, inversão cromossômica e cromossomos em anel. Essas aberrações cromossômicas irão gerar embriões com cromossomopatias, evoluindo para aborto.
Causas endócrinas
Dentre elas a mais relatada é a Insuficiência de Corpo Lúteo, caracterizada por uma produção diminuída de progesterona na segunda fase do ciclo, período de implantação, onde tal hormônio tem participação fundamental. A suplementação de progesterona na segunda fase do ciclo é bastante discutida. Diabetes mellitus se mostra envolvido na etiologia do aborto de repetição desde que esteja descontrolado. Patologias da tireóide (hiper e hipotireoidismo) quando bem controladas não se relacionam com aborto de repetição, porém é sabido que anticorpos antitireoidianos estão intimamente relacionados com o problema, embora o mecanismo não seja conhecido.
Causas anatômicas
As mais descritas são: malformações uterinas (mullerianas ou exposição DES), pólipos uterinos, sinéquias, miomatose uterina, incompetência istmo cervical. Algumas alterações anatômicas são mais relacionadas com perdas gestacionais tardias (durante o segundo trimestre) ou trabalho de parto prematuro, como por exemplo: incompetência istmo-cervical, miomatose uterina.
Causas infecciosas 
Atualmente é bastante questionável a relação entre infecções genitais por clamídia, micoplasma e ureaplasma e a elevada incidência de aborto de repetição.
Causas hematológicas
Nos últimos anos, tem-se descrito uma relação entre distúrbios da coagulação, tendência a tromboembolismos (trombofilias), com maus resultados gestacionais, entre eles abortos de repetição e infertilidade. Entre as trombofilias descritas como tendo relação com abortos de repetição podemos destacar trombofilias hereditárias e adquiridas.
Causas imunológicas
Podem ser divididas em causas autoimunes, aloimunes e síndrome antifosfolípide.
Causas ambientais
É descrita uma maior incidência de abortos espontâneos em pessoas com hábito de ingestão excessiva de café, álcool e tabagismo. É sabido o efeito abortivo da radiação, embora não haja determinação de dose especifica. Gases anestésicos também parecem elevar o risco de aborto. Exercício físico parece não estar relacionado como causa de aborto precoce. Microondas, ultra-som e terminais de vídeo parecem não elevar a taxa de aborto.
Causas desconhecidas
Em 20% dos casos de aborto de repetição não é possível determinar uma causa específica, o que abre um campo vasto para novas pesquisas. 


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