Perguntas mais frequentes sobre endometriose

A endometriose e a infertilidade estão sempre juntas?
Não, a endometriose é uma das causas de infertilidade sendo diagnosticada em cerca de 25% a 50% das mulheres inférteis. Dentre as portadoras de endometriose cerca de 30% a 50% são inférteis. Em 5% das mulheres férteis submetidas a laqueadura tubária foi diagnosticada endometriose. Sabe-se que a endometriose diminui as taxas de gravidez em ciclos de inseminação e de fertilização in vitro em mulheres portadoras da doença.

Porque a endometriose causa infertilidade?
A endometriose produz uma diminuição na taxa de fecundidade em mulheres portadoras da doença. Os mecanismos exatos pelos quais a endometriose causa infertilidade ainda não esta totalmente esclarecido. Nos casos em que há formação de aderências tubárias, ovarianas e distorção da anatomia pélvica que interferem com a ovulação, a captura do óvulo e o transporte do mesmo pelas trompas é fácil entender esta relação. Entretanto, em muitos casos a endometriose causa infertilidade mesmo quando não há aderências ou alterações tubo-ovarianas. Estudos demonstraram que a endometriose pode alterar a função do líquido peritoneal, alterar a produção hormonal, provocar anormalidades na ovulação, e interferir na implantação embrionária. Todos estes fatores isolados ou associados podem levar a infertilidade feminina.

Mulher com endometriose consegue engravidar?
Sim. As mulheres com endometriose tem sim grandes possibilidades de engravidar. Fatores como idade da mulher, grau da doença e reserva ovariana são extremamente importantes nesta avaliação. Algumas mulheres poderão engravidar espontaneamente nos casos mais leves. Outras engravidarão após tratamento cirúrgico e outras vão precisar de tratamento com reprodução assistida (fertilização in vitro  ou inseminação) para conseguir engravidar. 

O marcador CA-125 é um bom método para o diagnóstico da endometriose?
Não! O CA-125 é uma proteína usada como marcador de algumas doenças como o câncer de ovário e a endometriose entre outros. Quando comparado à laparoscopia o CA – 125  não tem valor no diagnóstico da endometriose. Seu maior problema é que o marcador não é específico para a endometriose, podendo estar aumentado em casos de câncer de ovário, inflamações na pelve, miomas e outras patologias que afetam o peritônio. O fato de vir resultado baixo não exclui a presença de endometriose assim como o fato de estar elevado não confirma o diagnóstico da doença.

A endometriose pode virar câncer?
Não, a endometriose é uma doença benigna que não se transforma em câncer.

Todo endometrioma de ovário deve ser operado?
Não! Endometriomas pequenos até 3,0cm em pacientes com diagnóstico prévio de endometriose através de laparoscopia e assintomáticas não precisam ser submetidas a nova laparoscopia. Entretanto, devem ser acompanhadas constantemente para avaliar o crescimento do endometrioma ou o surgimento de sintomas.

Quando a mulher deve suspeitar de endometriose?
Sempre que apresentar sintomas sugestivos da doença como dor tipo cólica no período menstrual, dor na relação sexual, dor para evacuar, sangramento nas fezes e infertilidade associada. Em geral os sintomas da doença começam antes dos 20 nos de idade e podem se acentuar com o passar dos anos.

É possível prevenir o aparecimento da endometriose?
Não! Ainda não sabemos a origem exata da doença e não temos um marcador genético ou molecular que possa nos predizer quem terá ou não endometriose. Tão pouco temos uma medicação ou comportamento que seja eficaz na prevenção do desenvolvimento ou agravamento da doença.

Os ginecologistas estão todos preparados para tratar a endometriose?
Em tese todos os ginecologistas devem ser capazes de identificar as pacientes com suspeita clinica de endometriose, assim como solicitar exames complementares para confirmação da doença. Entretanto, a endometriose é uma doença ainda muito enigmática tanto no seu aparecimento quanto no seu tratamento. O pensamento atual é que pacientes com esta doença deve ser acompanhadas por profissionais especializados em centros especializados em endometriose.

A endometriose sempre evolui para doença profunda de intestino e/ou de bexiga?
Não! Cerca 20% das mulheres com endometriose vão desenvolver a forma mais grave da doença – endometriose severa ou infiltrativa profunda. O órgão pélvico fora do sistema reprodutivo mais afetado pela doença é o intestino, em especial o reto e o sigmóide. Em seguida o sistema urinário é o mais afetado principalmente a bexiga e o ureter.


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